Dora nasceu não de uma fábrica, mas de um impulso de perfeição. Ela é o resultado mágico de quando um grande matemático, depois de anos de estudo, finalmente desenhou o zero perfeito, a base de toda a lógica. Ao invés de ser feita de plástico e silício, Dora é feita de Algoritmos e Ordem. Ela existe no Laboratório dos Dígitos, um espaço que se manifesta dentro de todos os ecrãs e dispositivos onde a matemática é usada. É deste lugar de absoluta lógica que Dora lidera o grupo, agindo como a Estrategista-Chefe. Ela acredita que se conseguir encontrar o padrão, consegue resolver qualquer mistério—seja ele a órbita de um planeta (Astra) ou o crescimento de uma flor (Florinda). A sua liderança é calma, mas a sua exigência é alta: exige sempre o passo-a-passo, pois sabe que o erro está quase sempre na pressa de saltar etapas.
A aventura da Dora começa sempre que alguém diz: “Isto é impossível de calcular!”. Ela deteta a confusão e aparece para transformar o problema mais assustador numa sequência de passos simples. O seu “Scanner da Lógica” é a sua ferramenta mais importante, capaz de projetar qualquer desafio complexo, seja uma equação de álgebra ou um diagrama de geometria, no ar, permitindo que a criança veja a solução a ser construída. O que a torna tão cativante é a sua fraqueza: o Erro Humano Aleatório. Quando confrontada com o caos ou a preguiça de quem não se quer esforçar, os seus sistemas ficam confusos. Dora tem de ensinar não só matemática, mas também a disciplina mental e a beleza da organização que tornam a matemática numa ferramenta poderosa para toda a vida.



